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GUIÕES SILVESTRES

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O LIVRO

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Na primeira fila do cinema, de olhar atento ao ecrã, um grupo de juristas
(magistrados, juízes, advogados, académicos…) cinéfilos assume o papel de
crítico para visionar à luz do Direito alguns dos mais representativos títulos da
Sétima Arte.
Em análises surpreendentes, este livro cruza a interpretação das leis com o
desalinho da realidade ficcional. Exemplificando: a sistemática ilusão da
verdade (A Raiz do Medo), a honra como referente ético (O Homem que Matou
Liberty Valance
), o determinismo tecnológico (Relatório Minoritário), a luta pela
sobrevivência (Parasitas) ou compreender o sentido de uma existência sem
sentido (O Processo).
Mas insiste também, confirmando a sua atualidade, em olhar para o que
acontece quando o Estado não está presente (Cafarnaum), para o tema da
eutanásia, debate social (e pessoal) em aberto (Mar Adentro), para as
consequências de governações que acentuam a exclusão social (Eu, Daniel
Blake
) ou, ainda, a refletir sobre os limites dos reality shows e da sociedade do
espetáculo (The Truman Show).
Estes são algumas das questões abordadas, mas outras estão igualmente
presentes. Guiões Silvestres não é, portanto, uma obra sobre crítica
cinematográfica. Pelo contrário, neste livro, cada texto, cada filme, constitui
pretexto para uma descontraída (mas séria) reflexão jurídica sobre alguns dos
desafios sociais, morais ou éticos que a sociedade, através da Sétima Arte,
continua a apresentar. E sem pipocas…

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COORDENAÇÃO

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Ana Paula Pinto Lourenço é mestre em Direito pela Faculdade de Direito da
Universidade de Coimbra. Integra o Conselho de Administração do Mecanismo
Nacional Anticorrupção. Foi vogal da Comissão Nacional da Proteção de
Dados. É docente na Universidade Autónoma de Lisboa.

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AUTORES

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José António Barreiros; Renato Barroso; Teresa Pizarro Beleza; Emanuel
Carvalho; Jorge Costa; Paulo Nogueira Da Costa; Patrícia Caldeira Dias; Paulo
Guerra; Helena Leitão; José Mouraz Lopes; João Massano; Julieta Monginho;
Adelina Barradas De Oliveira; Miguel Santos Pereira; Guilherme Berjano
Valente; Manuel Guedes Valente

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Estes ensaios assumem formas como o estudo de caso, a legislação comparada ou a deliberação. Em vez de 12 Homens em Fúria, quase duas dezenas de mulheres e homens ponderados.
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Pedro Mexia, in Prefácio
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LISBOA DO ESTADO NOVO

O LIVRO

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Lisboa, década de 1930. O Estado Novo está a nascer. Sob um regime
ditatorial e num contexto internacional agitado, a urbe parece despertar de um
longo marasmo. As obras sucedem-se, dando à cidade uma dinâmica
incomum. É o tempo de Duarte Pacheco, autarca, ministro e homem de ação,
que tentou renovar a cidade com equipamentos que lhe faltavam há muito:
hospitais e portos, faculdades e espaços verdes, bairros sociais e estádios…
Ao mesmo tempo, um vasto plano de realizações culturais dá novo ânimo à
cidade. É o tempo de António Ferro, que cria a Política do Espírito, forjadora de
uma visão segundo os ditames do Estado Novo: exposições e museus,
certames e marchas, festas e filmes…
Em Lisboa do Estado Novo, é o desenvolvimento da cidade destes anos que
observamos (e também o refluxo que se lhe seguiu), acompanhando a ação e
o invulgar espírito de iniciativa destes dois homens. À sombra, sempre, do
atento e indiscutido poder de Salazar.

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O AUTOR

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​Sérgio Luís de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1959. Licenciado e mestre em
História, foi, durante quatro décadas, docente de História e é autor de inúmeros
livros, que abrangem distintas áreas da literatura, alguns traduzidos e
publicados no estrangeiro.
Laureado com o Prémio Literário Ferreira de Castro, foi também finalista dos
prestigiados galardões europeus Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia
(Cognac) e Prémio Amphi de Literatura Europeia (Lille). É o coordenador desta
popular coleção dedicada a Lisboa, de que se publicaram já os seguintes
títulos: Lisboa Nazi, Lisboa Judaica, Lisboa Árabe, Lisboa Maldita, Lisboa
Africana, Lisboa Maçónica
e Lisboa Fadista.

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Fique a conhece as grandes obras do Estado Novo que marcaram a cidade e ajudaram a definir o rumo da ditadura no cenário internacional após a Segunda Guerra
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O CADERNO PERDIDO

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O LIVRO

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Revelações, impasses, acasos, encontros, ecos, simetrias, perdas, fugas,
descobertas: as personagens deste livro estão à mercê dos caprichos da
literatura e da imaginação expansiva de José Mário Silva. O realismo alterna
com a audácia experimental, as miniaturas com textos mais longos, a
melancolia com o humor.
Não há fronteiras definidas entre géneros. Tudo é permitido, histórias de afecto
e desafecto, narrativas fragmentadas, zombies e ficção científica, cenas de
uma ruralidade próxima ou viagens a cidades distantes. Tão depressa é
recuperada a observação clínica das vidas banais como se reinventa a
geometria das paixões – se um triângulo amoroso é complexo, imagine-se um
hexágono...
As ficções de O Caderno Perdido formam uma constelação heterogénea, mas
menos desordenada do que pode parecer à primeira vista. Cabe ao leitor
percorrê-la e reconfigurá-la à luz da sua própria leitura.

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AUTOR

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Nasceu em 1972. É jornalista, crítico literário e tradutor. Publicou os livros de
poesia Nuvens & Labirintos (Prémio Literário Cidade de Almada, 2001), Luz
Indecisa
(2009) e Escorço (2020). É também autor de um volume de ficções
breves (Efeito Borboleta e Outras Histórias, 2008) e da antologia Os Cem
Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos
(2017). Tem três filhos.
Faz, com Inês Bernardo, o podcast Biblioteca de Bolso.

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Uma leitura altamente recomendada por José Luís Peixoto, Patrícia Portela, João Céu e Silva e outros escritores

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