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COMPETÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO
NA RELAÇÃO CLÍNICA

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PREFÁCIO DE JÚLIO MACHADO VAZ

Comunicar com crianças é diferente de o fazer com idosos. Transmitir más
notícias a um doente não pode ser feito da mesma forma do que com um
doente que nega evidência científica. Comunicar com um incapaz de falar não
é igual a comunicar com um em fim de vida. E com um estrangeiro? E
comunicar o erro médico? Como comunicar em Medicina?


«A prática de cuidados de saúde é um encontro entre vulnerabilidades.
Reconhecer a humanidade do outro, respeitar o seu contexto, validar as suas
emoções e garantir espaço e tempo para a sua narrativa são condições para
uma intervenção eficaz. Profissionais que escutam, acolhem e comunicam com
autenticidade aumentam a qualidade dos cuidados e reduzem o sofrimento
evitável. (…) É através da comunicação que se constrói a relação, se
compreendem as necessidades da pessoa e se tomam decisões que integram
a evidência científica com a singularidade de cada um.»

COORDENADORES

PEDRO MORGADO


Médico psiquiatra no Hospital de Braga, professor na Escola de Medicina da
Universidade do Minho, investigador em Neurociências e Psiquiatria e autor de
mais de uma centena de artigos científicos, capítulos de livros e livros.


AFONSO FERNANDES


Formado em Medicina e doutorando na Universidade do Minho. Médico interno
de formação especializada em Psiquiatria e docente convidado na Escola de
Medicina da Universidade do Minho.

Na saúde, como em qualquer outra atividade com idêntico nível de complexidade, precisamos de mais profissionais e de menos missionários, de mais organização e de menos voluntarismos, de mais reflexão e de menos automatismos.
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MATAI-VOS
UNS AOS OUTROS

O LIVRO

António Santiago, 36 anos, «agente da Polícia Judiciária por necessidade – e a
conselho e pelas cunhas do padrinho, chefe da brigada de costumes», chega
um dia a Vila Velha com uma missão muito definida: descobrir quem matou
Manuel dos Santos, importante figura local, especulador de terras e
comerciante de duvidosos escrúpulos.
A polícia é chamada por D. Carmo, agora viúva, que alega ter sido o marido
envenenado. Principais suspeitos? O director do banco, o padre, o oficial da
Guarda, o administrador do concelho, o médico pessoal, as sobrinhas, entre
outros… Ou seja: todos os dez convivas que na noite anterior haviam jantado
no Bulhão, residência do defunto e palacete por todos invejado.
Demorará o investigador uma semana a deslindar o caso. Obra proibida pelo
regime fascista, Matai-vos uns aos Outros envolve o leitor desde a primeira
página e constitui um refinado fresco de um país onde hipocrisia, impunidade e
repressão andam de mãos dadas.

O AUTOR

Jorge Reis, pseudónimo de Atilano dos Reis Ambrósio, nasceu em Vila Franca
de Xira, em 1926. A sua actividade política contra Salazar e o Estado Novo
leva-o ao exílio, em Paris, onde irá travar conhecimento com grandes figuras
das letras e desempenhará enorme actividade cultural.
Entre inúmeras iniciativas, foi o responsável e locutor de um programa na RTF
para os emigrantes portugueses. Tem várias obras premiadas.

Talvez o melhor romance policial português
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Óscar Lopes
Jorge Reis tanto brinca como zomba com esta fatalidade.
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Aquilino Ribeiro

Os nossos livros

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